terça-feira, 30 de setembro de 2014

o longo caminho para casa


(Música do dia: Bad Blood - Bastille)

O caminho da minha casa para o colégio, é longo.
Quando saio do colégio, já sinto o cansaço antecipado nas minhas costas e pernas. A minha mochila não é pesada, contém somente os meus cadernos, o estojo, uma garrafa d'água, e meu livro de Espanhol.
Pego as duas moedas de cinquenta centavos no bolso menor que há na minha mochila, e as coloco no bolso da minha calça. E então, sigo o caminho.
A calçada do meu colégio é preenchida por pedras, areia, lixo e cheira muito mal. Mas não posso atravessar a rua agora, não importa quanto o sol queime ou me cegue com sua luz.
Passo duas quadras antes que eu pare na padaria e compre os pães que a minha mãe mandou. Quando entrego o dinheiro ao homem do caixa, que resiste em manter sua carranca dia após dia.
No caminho há vários cheiros diferentes no ar. Frutas, lixo, pão, fumaça, sabão, cerveja. Eu observo todos os pequenos detalhes.
Eu vejo a loja que vende bicicletas.
As senhoras sentadas em cadeiras de plástico na porta de suas casas.
As crianças correndo pela rua ou empinando pipas.
Os cachorros correndo como se não houvesse amanhã.
Os pássaros voando pelo céu e pairando sobre os fios dos postes.
O antigo garoto que eu gostava e que agora trabalha como entregador de gás sorrindo para mim.
Uma escola cheia de crianças e com pais ou irmãos na entrada.
Uma mulher com um carrinho de bebê.
Um bando de garotos jogando futebol na antiga quadra perto do posto de saúde.
Mulheres conversando no salão de beleza.
Um casal de mãos dadas.
Uma garota com quem eu costumava falar.
A casa onde moram os caras que parecem a banda Yute Lions.
Um estúdio de tatuagem, que também é a casa do tatuador.
Garotos cortando seus cabelos e fazendo um estrago.
Uns homens bebendo cerveja ás cinco da tarde.
Uma mulher lavando a calçada de casa.
Entre outras coisas que não lembro mais.
E penso que, se houvesse um caminho mais curto para casa, eu não o pegaria.
Seria muito longo.

-S.C

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

alegria na escuridão


(Música do dia: Things We Lost In The Fire - Bastille)

Eu estava na cozinha.
Era uma noite de domingo, e toda a minha família estava na sala, exceto eu, que estava na cozinha, com um livro me fazendo companhia.
Seria uma noite perfeita, se ao menos houvesse energia, mas a única fonte de luz estava vindo de uma vela solitária grudada em uma xícara sobre a pequena mesa de madeira.
Como havia faltado energia, ouvia-se somente carros e motos passando de minutos em minutos, sem o antigo som das festas que estavam acontecendo antes da falta de energia.
Mas de alguma forma, o escuro estimulava a minha criatividade e dava-me mais e mais ideias, o que me fez subitamente interromper a minha leitura e escrevê-las antes que se esvaissem da minha mente como fumaça no ar.
Ainda havia uma pilha de pratos para eu secar, e a minha mãe já estava ficando impaciente comigo.
Mas eu não podia fazer nada. As palavras simplesmente vinham até minha cabeça, e mesmo que a minha mão doesse, sentia o impulso de continuar escrevendo.
E continuei. Até as palavras pararem de vir, e quando elas o fizeram, fiquei de pé, e comecei a secar os pratos.
Quando terminei de secá-los, lavei a pequena pilha na pia, e resolvi olhar para o céu da janela da minha casa. E eu juro que se não fosse por eu não ter uma câmera boa, ou pelos fios que atrapalhavam a visão um pouco, eu teria feito umas fotos incríveis.
O céu parecia uma galáxia aos meus olhos.
Sei que não deve ser algo que as pessoas olhem frequentemente, mas para mim, aquela paisagem era mais bonita do que um garoto com barriga de tanquinho, como dizem.
E então, depois de um tempo, a energia voltou.
Mas quando ainda havia escuridão, ela foi preenchida por risadas e alegria pura.
Ah, se fosse sempre assim.
Mas nem sempre temos o que queremos não é mesmo?
XOXO,

-S.C

sábado, 27 de setembro de 2014

três razões que formaram um dia maravilhoso


O meu dia começou ás onze e cinquenta da manhã, com a voz da minha mãe nos chamando para a vida real.
Eu nem tive tempo para tomar café da manhã, e já fui logo tomando banho, trocando de roupa, e arrumando a bolsa.
O dia foi um tanto confuso quanto maravilhoso.
Saímos de casa ás uma e vinte, já atrasadas. Quando estavámos perto do local em que íamos comprar Ryffles, minha irmã lembrou que havia esquecido o cartão, e com isso voltou para casa e eu fui comprar a Ruffles. Mas havia um pequeno problema, não havia Ruffles. Uma perda de tempo.
Mas compramos depois. Caminhamos até o ponto de ônibus e não demorou muito para o nosso ônibus chegar, o que me deixou surpresa.
Fomos sentadas, o que eu considero um luxo nos dias de hoje. E com isso, os meus pensamentos começaram a divagar, e ideias começaram a surgir, o que era horrível, pois eu não havia trazido nem um papel sequer comigo.
''Um pequeno fato: se você é escritor ou escritora em formação como eu, sempre leve um papel e caneta consigo, porque nos momentos mais inapropriados, elas surgem.''
Quando chegamos ao shopping, fomos direto para o andar de cima, onde ficava as três melhores coisas que haviam naquele lugar: a Saraiva, a Escariz, e o cinema.
''Três razões quais fomos para o shopping naquele dia: Clube do Livro na Saraiva, o CD de Malta, e MAZE RUNNER - Correr ou Morrer.''
Primeiro fomos á Saraiva, e ficamos durante todo o evento. Eles falaram sobre os clássicos da literatura, como O Morro dos Ventos Uivantes, Orgulho e Preconceito, O Mágico de Oz, e outros.
A minha irmã comprou o Cd de Malta! (Eu amo Malta, mas acho que vocês já perceberam). Comprou também A Metamorfose de Kafka, e o segundo livro da trilogia The Land of Stories que é escrita pelo Chris Colfer, que eu amo e admiro muito.
Depois que o evento acabou, e de algumas complicações pelo meio do caminho - incluindo que só tinha assentos na primeira fila da sala no cinema - e quando o amigo da minha irmã chegou, nós assistimos Maze Runner!
Vou dizendo que logo de cara, amei o filme! Ainda não terminei de ler o livro, mas amei como o filme foi feito. Cheio de aventuras, emoção, ação, medo e muitos momentos HOLY SHIT! Que com certeza fazem você ficar de boca aberta, ou com as mãos sobre elas.
No filme também há algumas gírias que são complicadas, mas logo nos acostumamos com os termos e não achamos mais estranho o jeito como eles falam.
Enfim, eu me diverti muito, e foi um dia muito bom. Eu gostei disso.
Comecei a ler já o segundo livro de The Land of Stories. E estou amando, como sempre. Vou ver se faço uma resenha aqui no blog sobre ele.
Bem, é isso por agora.
Tchau!
P.S: Agora que lembrei que não tiramos nehuma foto. Que merda!

-S.C

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

a garota do cabelo enferrujado



O sinal tocou. Para mim, era o som da liberdade, quero dizer, o som muito irritante da liberdade.
Guardei meu caderno e livro de História na mochila, e sai da sala o mais rápido que pude.
Era um dia nublado e frio em Londres, como quase sempre. Mas não iria para casa naquele momento. Havia algo que tinha que fazer, e pode parecer meio bobo, mas nunca iria para casa sem antes passar na biblioteca que ficava perto do colégio. Virou um ritual, sabe?
Quando cheguei, empurrei uma das portas de vidro com o ombro direito, e entrei sem cerimônia.
A bibliotecária sorriu quando me viu. É claro que ela me conhecia muito bem, pois dos meus quinze anos de vida, ela havia presenciado cinco, então eu já não era somente uma garota qualquer, com cabelos ruivos enferrujados e olhos castanhos, que usava somente calças jeans, camisetas de bandas antigas e tênis All Star. Ela me conhecia pelo que eu realmente era: uma amante dos livros.
Sorri de volta e reparei em um de seus muitos vestidos estampados. ( Estampa de hoje: pássaros azuis em fundo preto)
Me dirigi a uma das dezenas de estantes e fui puxando alguns títulos da prateleira. Eu costumava ler de tudo - quadrinhos, romances, terror, clássicos, desconhecidos, ficção -, como eu disse, tudo. Não havia um estilo definido para mim com os livros, assim como na música.
Para mim não importava o estilo. O que importava mesmo, era buscar um mundo qualquer, para eu conseguir sair do meu próprio, entende?
Foi assim que tudo começou de qualquer forma, lembro até hoje do dia. Era um dia nublado e frio, exatamente como este. E o humor do céu combinava perfeitamente com o que estava acontecendo na minha vida.
Vou falar sem rodeios antes que você comece a coçar sua cabeça para descobrir.
Meu pai havia morrido. Isso mesmo. Em um acidente. Aparentemente ele estava atravessando a rua, quando um motorista bêbado veio em sua direção e... Bem, você já sabe o resto.
Como o motorista bêbado também morreu,  e era sozinho na vida, somente ficamos com a dor da perda.
Quando descobri o que havia acontecido pela minha mãe, e a vi chorando, descobri que não podia fazer o mesmo, porque eu deveria cuidar dela, como ela sempre cuidou de mim. E por dois dias eu não chorei, mas quando chegou o dia do velório, eu não aguentei.
Sei que não deveria, mas eu não fui ao velório do meu pai, e nem ao enterro. Não consegui.
Já era muito para mim a dor permanente no meu coração, não conseguiria ver isso no rosto de mais vinte pessoas da nossa família, sem falar nos amigos do meu pai.
Então, no último minuto, quando me olhei no espelho do meu quarto, usando um vestido preto com mangas longas até os joelhos, e de All Star pretos, comecei a pensar em uma das muitas vezes em que conversei com o meu pai.
Era tarde, e estavámos no sofá da sala. Ele estava lendo um livro, e eu estava escutando Queen nos meu fones de ouvido azuis, quando de repente perguntei:
- Como o senhor começou a ler, pai?
E ele somente olhou para mim, sorriu, e respondeu:
- Os livros são uma ótima forma de escapatória.
Não havia entendido e recomecei a escutar Queen. Mas naquele dia, o dia em que chorei em frente ao espelho, o dia em que eu sai de casa escondida deixando apenas um bilhete para minha mãe explicando que não iria ao velório, o dia em que entrei na biblioteca com cautela, e o dia em que peguei um livro qualquer e sentei em uma mesa qualquer e comecei a ler, eu entendi que... Se há dificuldades na sua vida, busque os livros. Eles não vão mudar a sua vida, mas lhe darão uma escapatória.
E mesmo depois daquele dia, eu comecei a ir na biblioteca todos os dias.
Nos primeiros eu abria a porta com cautela; nos seguintes, eu comecei a sorrir para a bibliotecária; e nos restantes, sem preocupação alguma. 
Sei que sou um pouco confusa para você acompanhar, e fiz esse rodeio todo apenas para contar uma parte da minha história, mas foi uma parte muito importante, e que jamais vai sair de mim.
Ah! Outra escapatória para os seus problemas: música. Qualquer uma, de qualquer estilo, o que importa é que você goste.

- a garota do cabelo enferrujado

imergi-los pro seu fim


Vocês lembram do meu post será?
Bem, só estou fazendo esse aqui para lhes comunicar sobre uma decisão que tomei.
Eu definitivamente não gosto daquele garoto, como nada - nem como amigo e nem como algo mais. Para falar a verdade, acho que estou meio que cansada dele.
A personalidade dele parece com a do meu pai, e se eu não aguento meu pai ás vezes, imagina ele!
Vocês provavelmente estão pensando que sou uma idiota, e isso em parte é a mais pura verdade. Mas o que eu posso fazer se eu não gosto dele? Vou me forçar a isso?
Não posso e não vou, pois não tenho essa obrigação.
Acho que vou começar a me afastar dele, porque depois pode ser tarde demais. Na verdade, comecei a fazer isso hoje.
Eu tomei a decisão certa?
Por favor, comentem alguma coisa. Parece que estou escrevendo para fantasmas!
É isso.

-S.C

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

dez minutos de vida


O que você faria se descobrisse que só tinha dez minutos de vida?
A primeira coisa que você pensar, é aquilo que te deixa mais feliz. Foi comprovado, é sério.
Por exemplo, eu. Acho que eu me deitaria na cama, colocava os meus fones de ouvido, e escutaria música até acabar.
O que estaria na minha playlist:
-Oh Life, Avalanche City
-White Winter Hymnal, Birdy
-Um Só, Clarice Falcão
-Posso, Silva
-Neutron Star Collision, Muse
E você, o que faria com somente dez minutos?

-S.C

sonhos na balança


Eu tenho muitos sonhos, acho que você já entendeu isso. Mas eu não sei se posso colocá-los em uma balança e ver qual deles pesa mais para a minha vida.
Vamos ver.
Morar em Londres: quero muito. Londres é a cidade perfeita para mim, tem uma arquitetura antiga, museus, lojas de música onde posso encontrar relíquias, clima frio e chuvoso, é simplesmente perfeita, e eu a amo.
Lançar os meus livros: sonho desde sempre. Desde que comecei a escrever não somente sobre a minha vida, mas sim sobre os mundos que criava, tenho esse desejo de deixar o mundo inteiro ler essas histórias também.
Ser feliz: já tenho 50% realizado. Mesmo que não acredite que a felicidade não esteja em um pote de ouro no fim do arco-íris, eu penso nela constantemente. Pelas circunstância da minha vida e pelo o que eu sou, dificilmente as pessoas me acham normal, e não estou feliz com isso.
Agora, pensando bem, acho que não ficaria feliz vivendo em Londres sem ter lançado os meus livros, acho que me tornaria uma daquelas velhinhas amargas que vivem em uma casa cheia de gatos, que  bebem chá ás cinco da tarde e que ficam reclamando sobre o tempo.
Não quero me tornar uma dessas pessoas.
No entanto, acho que o meu maior sonho é mesmo lançar os meus livros, sabe? Porque essa é a verdadeira base para minha felicidade, então, se eu pudesse realizar esse eu acho que o resto, ou apenas uma parte já seria realizado.
Ah, que vida! Bye!

-S.C

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

reflexões sobre a vida, a morte, e o amor


A vida é um mistério. E é ainda maior que a morte e o amor, que são tratadas como os maiores temas sobre quais escrevemos. Mas temos que nos lembrar que eles não são somente os maiores temas da escrita, mas também da vida.
Não sabemos o porque de vivermos. O porque de amarmos. Ou o porque de morrermos. Não sabemos do que a vida é feita, ou ao menos para o que foi criada.
Qual é o propósito disso tudo afinal?
Por que nós nascemos, amamos, comemos, rimos, dormimos, sonhamos, e morremos? Esse é o mistério da vida: a vida em si.
Nós podemos ter uma ideia do que é realmente o amor, ou do que é realmente a morte, mas acho que nunca saberemos o verdadeiro significado de tudo isso.
Para mim a morte é apenas um ritual de passagem para outra vida, essa é a minha opinião. Mas cada um tem sua opinião e eu tenho o dever de respeitá-las, porque não é a minha obrigação pensar igual ao próximo.
O amor, penso eu, é quando duas almas se completam, se confiam, se sentem livres uma com a outra, e sacrificam tudo por aquela pessoa. Esse é o amor para mim.
Então, acho muito pouco provável um dia descobrirmos o mistério da vida, mas não podemos fazer nada para mudar esse fato, não é mesmo?
Somente continuar vivendo, e aproveitar todas as maravilhas que a vida tem para oferecer.
Bem, é isso. Até mais, e um bom dia, boa tarde, ou boa noite, seja lá qual o horário em que estiver lendo isso.
Tchau!

P.S: Amar, rir, sonhar, comer e dormir. As cinco maravilhas da vida.

-S.C

terça-feira, 23 de setembro de 2014

entediada ao quadrado




O meu dia foi monótono, mas a minha tarde foi agradável.
A minha primeira aula do dia era Artes, com a professora falando sobre política.
E quando começam a falar de política, o meu cérebro quer somente desligar-se de tudo e ir para outro mundo.
Se fosse possível, eu me dividiria em duas como a Joana Dalva fez, Sandy ficaria assistindo aula como a boa aluna que é, sairia, e Cristine do colégio e iria para o cinema.
Porque para falar a verdade, parecia que estávamos ali havia uma eternidade ao cubo, e a professora não parava de falar sobre o debate que iria ter naquele dia.
Logo em seguida, tivemos aula de Matemática – aquela coisa do demônio – e também Espanhol.
Eu sou uma daquelas pessoas que amam e odeiam o colégio, sabe?
Aliás, eu sou uma pessoa muito contraditória. Eu sou feliz e triste. Alegre e mal-humorada. Letras e Física. Lágrimas e sorrisos. Razão e emoção.
Acho que me sairia muito bem em Nova York, não é? Somos ambas contraditórias e melancólicas.
É esse um dos meus sonhos de qualquer jeito.
Isso é tudo, por agora.

-S.C

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

família completamente confusa



A minha família é confusa. Quero dizer, ela é confusa, alegre, impaciente, calorosa, brincalhona, e outras muitas coisas mais.
E uma das muitas confusões é a história da minha irmã mais nova. É algo que sempre tenho que explicar quando me perguntam se eu tenho duas irmãs, e eu respondo que sim, mas...
E vou te explicar também, porque eu gosto disso.
Tudo começou no ano de 2006, o ano em que eu entrei no meu primeiro colégio, e o ano em que ela chegou nas nossas vidas.
A mãe da minha irmã que não é a minha mãe (entendeu?) e nunca teve nenhum tipo de relações sexuais com o meu pai (portanto ela também não é filha do meu pai), chegou um dia na nossa antiga casa, e como a minha mãe tinha um cartaz na porta de casa dizendo que tomava conta de crianças, perguntou a minha mãe se ela poderia tomar conta de sua filha.
A minha irmã tinha somente seis meses, e era inocente e indefesa (preste atenção no era), e sendo assim, elas chegaram a um acordo, e minha mãe criou a minha irmã desde então. Ela agora tem sete anos, e tira toda a família do sério (especialmente quando chora por causa de tudo – sério tudo mesmo), e nessa fase de hormônios a flor da pele que ela está tudo que eu quero é jogar ela para o Japão, com passagem só de ida e sem possibilidade de volta.
Como é lindo o amor entre irmãs, não é mesmo?
Mas depois de sete anos em nossa família de quatro pessoas, o resto de nossa família tão grande que eu perdi a conta, já a acolheu como uma de nós.
E é isso. Essa é a história de como eu tenho uma irmã mais nova, porque isso não seria possível ao natural – se é que me entendem.
Tchau, e até não sei quando.

                                  -S.C

filosofia ás quatro da tarde



Há uns dias atrás quando estava no meu caminho de casa para escola, me deparei com a minha colega conversando com mais duas outras garotas quais eu havia visto algum potencial de amizade. Uma estudava na sala ao lado, e a outra estudava na sala do garoto que eu gosto. 
Fomos nós quatro juntas para a escola, e ficamos conversando sobre os nossos nomes, somente para não ficarmos em um silêncio constrangedor. Mas eu realmente gostei delas. 
Essa tarde, eu estava no meu caminho para a escola quando vi a garota da sala do garoto que eu gosto no mesmo caminho. Antes que você possa pensar alguma outra coisa, deixe-me explicar: eu não queria falar com ela especialmente por causa dele, ela parecia ser uma garota legal, com quem você pode fazer amizade, sabe?
Então, foi mais ou menos assim, como eu ando rápido demais, passei por ela fingindo não a ter visto, mas depois de um tempo, ela me alcançou e eu puxei assunto.
Descobri alguns fatos sobre ela durante a nossa conversa. Ela veio da Bahia, fala mais baixo do que eu, me fazendo inclinar a cabeça várias vezes para ouvi-la melhor, e eu consegui arrancar uns três sorrisos sinceros dela.
Eu a achei bem legal, tímida, e fofa de um jeito único. Gostaria realmente de tê-la como amiga.
E quanto ao garoto que eu gosto? Os seus olhos ficaram congelados em nós quando entramos no corredor aberto em que ficam as salas, pois, eu fingi que não havia reparado nele ali, sentado no lugar de sempre.
Tudo tão complicado quanto um quebra-cabeça de cem peças. Nossa, que filosofia a essa hora da tarde, hein?
Gotta GO! Bye.

                                  -S.C

o essencial é invisível aos olhos


O primeiro livro que eu li de verdade, foi Pretinha, eu? de Julio Emilio Braz, eu tinha seis anos e não queria ler de jeito algum, mas a minha mãe me obrigou a fazê-lo, então todo dia depois da escola, eu pegava o livro e entrava no mundo daquela garota que sofria por ser negra.
Quando terminei de ler o livro, percebi que aquilo o que estavam fazendo por ela era completamente errado, e fiquei com nojo daquilo. 
Desde então, sou a favor de você ser o que é sem dever nada a ninguém.
Não tenho preconceito algum, e contanto que a pessoa não me incomode, eu não vou falar mal dela e sequer brigar com ela. As únicas coisas que sou contra são: agressão, hipocrisia e ignorância.
Recentemente terminei de ler O Pequeno Príncipe, e adorei o livro, quer dizer, é um pouco triste, mas é muito bom. E acho que entendi um pouco sobre o que ele fala quando as pessoas grandes se importam demais com os números e esquecem as coisas realmente importantes.
E vejo isso. Por exemplo, o que eu entendi foi que, como o livro foi escrito na época nazista, acredito que ele quis dizer que as pessoas viam demais a casca dos outros e esqueciam as coisas que realmente importavam, e era isso que Hitler enfativaza, que os judeus eram impuros e coisas assim.
Além disso, acho que o pequeno príncipe representava uma pequena parte das pessoas que não se importava com números, e sim com o que a pessoa era em si, com o que estava por dentro e não por fora.
E afinal, são as coisas que vêm do coração que realmente importam. Como em uma frase que a raposa fala para o pequeno príncipe, que é assim: o essencial é invisível aos olhos.
E é mesmo, pelo menos comigo é assim. Eu não vejo somente a casca da pessoa, eu tento enxergá-la por dentro e conhecê-la do coração.
Eu sou muito estranha, não é?
Bem, agora eu tenho que ir. Trabalho para fazer. Bye.

                                                                                           -S.C

domingo, 21 de setembro de 2014

será?


Esse ano eu fiz mais um amigo totalmente inesperado e nem tanto. Desde o primeiro dia de aula que eu vi nele um potencial de amizade, sei que isso pode soar meio estranho, mas eu sempre faço isso no primeiro dia de aula, e nos outros seguintes. Virou costume.
Então, de qualquer jeito, nós meio que somos amigos agora. Ele já sabe praticamente da minha vida toda, ou pelo menos o que importa, e eu sei um pouco sobre ele, e eu realmente gosto dele, mas como amigo, e nada demais, antes que você pense outra coisa.
Só que as minhas amigas ficam tirando onda, dizendo que acham que ele gosta de mim, e até a minha mãe e a minha irmã disseram isso quando descrevi uma de nossas conversas, mas eu acho pouco provável isso acontecer.
Quero dizer, eu não vi sinal algum, ou pelo menos não quis ver. Eu sou cega o suficiente para não reparar que um garoto gosta de mim? Eu desejo para que isso não seja verdade, porque se for, tenho certeza absoluta de que vou o magoar de alguma forma, e isso é algo que não quero fazer. Nem com ele, nem com ninguém.
Merda! Isso já aconteceu antes e eu magoei o menino de um jeito que ele me disse que de todas as pessoas, eu era a que havia mais magoado ele, e eu fui tomada por um sentimento de culpa mixado com tristeza e medo.
Não queria ser a causa do sofrimento de ninguém, muito menos dos garotos que veem a se tornar os meus amigos. Eu sou uma maçã podre? E eu sequer gosto de maçãs.
É engraçado quando os garotos que você somente quer como amigo sentem algo por você, mas aquele que de fato você quer e pensa toda hora sequer dá algum sinal.
Estou condenada. Acho que é isso. E por mais que eu queira, não tenho poder nenhum para controlar o meu coração.
Mil vezes merda! AAAAAAAAAAAAh!
Dúvidas e mais dúvidas surgem, e todas elas começam com uma só palavra.
Será?

                                                                                              -S.C

cansada de ser constantemente lembrada


Faz um tempo que eu trabalho ensinando a minha irmã mais nova que não é realmente a minha irmã - explico isso em outro post - e também ensino o meu primo de sete anos. Assim, no total, eu ganho cerca de trinta reais por mês, o que não é muito, mas pelo menos eu posso comprar um livro, uma blusa, ou algo assim.
O fato é que, essa tarde estava fazendo um trabalho com a minha irmã mais nova, e minha mãe minha irmã, simplesmente não conseguem ver nem uma letra fora do lugar que já acham que tem que apagar aquela parte e fazer de novo.
E isso me tira do sério, tal como elas ficarem me lembrando constantemente de qual é a minha tarefa, digamos que como professora.
Umas das coisas que mais me irrita no mundo, é uma pessoa ficar me lembrando de tudo o que eu tenho ou não tenho que fazer - o que faz a pessoa parecer um papagaio enjoado.
Meu primo e a minha irmã não são as crianças mais inteligentes e facéis de ensinar do mundo. Irritantes e teimosos, isso descrevia um pouco deles. E também da minha mãe.
Ela era o meu papagaio enjoado, lembrando-me toda hora de minhas responsabilidades como professora deles. E isso me deixa exausta. Será que ela não poderia simplesmente me deixar fazer as coisas, sozinha? Nem por um minuto?
Eu sei que ela está tentando fazer o melhor, mas toda vez que ela fala que o meu primo ou a minha irmã está fazendo algo errado, é um constante aviso de que ela quer dizer que eu sou uma professora ruim.
E isso é uma droga.
Ela somente fica me vigiando, e isso me irrita pra caramba. Isso e o fato de ela ficar suspirando, bufando, grunhindo e fazendo alguns comentários que não me deixam feliz, mas sim desconfortável.
Será que ela não pode ver que isso me deixa mal? Minha confiança já não é muito boa, e seus comentários, somente a pioram.
Sinto que seria mais fácil entregar o meu trabalho para ela, já que ela parece tão empenhada em querer fazê-lo, e com isso recuperar uma parte do salário que ela perdeu para mim.
Eu já estou ficando irritada, e não posso esperar para ter um momento de paz, mas parece não haver algum.
Cada vez mais, me sinto desconfortável em minha própria casa, o lugar onde eu deveria me sentir bem.
É demais pedir somente um momento de paz? Acho que não. No entanto, esse momento parece longe demais, e penso que vou demorar muito até alcançá-lo.
Estou feliz e triste ao mesmo tempo, será que isso é possível? Acho que sim. Afinal, eu tenho momentos tristes e felizes todos os dias, fazendo a minha vida parecer um carrossel que não para de girar.
A minha vida está muito confusa ultimamente, de um jeito que eu mal posso acompanhar direito, como uma série de Tv que você não têm tempo suficiente para assistir e acaba perdendo a maioria dos capítulos.
Eu estou exausta, confusa, e cada vez mais impaciente. O que eu vou fazer sobre isso? Não sei, acho que o jeito é continuar vivendo. Um dia de cada vez.xoxo

                                     -S.C
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